As perspectivas ambientais e sociais da catástrofe de Brumadinho

Nos últimos séculos, historicamente, a industrialização careceu da mineração, como alicerce de seu desenvolvimento. Atualmente, a sociedade necessita desta área cada vez mais, desde à situações econômicas, gerando receitas à cidades iguais Brumadinho, e em utensílios tecnológicos, como ligas metálicas em dispositivos residenciais. O desastre em Brumadinho, diferente da catástrofe ambiental acontecida em Mariana, para especialistas, é uma tragédia humana; a desgraça vitimou mais de 200 pessoas, ante 19 de Mariana, e matou animais, contaminou rios com rejeitos de minérios e prejudicou a economia da região.

Uma vez sendo uma cidade mineradora, essencialmente, a comunidade de Brumadinho demanda de serviços realizados a partir da mineração. Logo, os moradores se subordinam aos interesses da Vale, temerosos de não conseguirem condições fundamentais para sobreviverem. A Justiça de Minas Gerais, em decisão proferida em março, permitiu a volta dos trabalhos da mineradora da Vale. Então, em vista da dependência da cidade à mineradora, a justiça mineira incita o descaso nesta decisão. Além do mais, os governantes da cidade, não investiram em outras fontes de renda, costurando uma sujeição ao lucro proveniente das atividades de minerações.

Ademais, destaca-se que, apesar da nova administração da Vale, e “Mariana nunca mais”, lema da gestão de Fabio Schvartsman, outra vez a mineradora brasileira produziu uma catástrofe, sendo ela, ainda maior em número de vítimas fatais. Principalmente, devido à caótica fiscalização mineira, e também, aos riscos de rompimentos ignorados pela gestão de Schvartsman. A vale, defende-se, alegando que documentos provavam que a estrutura da barragem estava em condições aceitáveis; no entanto, investigações recentes apontam que estes laudos sofreram mudanças, segundo a Polícia Federal.

Somando a isso, há a defasagem que o comércio brumadinhense sofreu correspondente à suspensão das atividades da mineradora. Portanto, o passado, o presente e o futuro da região estão conectados com a Vale; e os moradores sentem-se presos ao controle da mineradora, pois esta desenvolve a economia do local, por consequência, o sustento da população. Os impactos humanos e ambientais serão suprimidos, porque a comunidade necessita da subsistência que a mineradora envolveu a cidade.

Evidentemente, caso cidades continuem a depender exclusivamente da mineração, situações como estas serão realidades presentes. Então, é necessário investimentos em outras áreas menos arriscadas, por exemplo, em indústrias alimentícias, empresas tecnológicas e no varejo popular. Além disto, a Vale tem que pagar indenizações aos familiares, e direcionar recursos a cidade, com isso, reduzir os efeitos econômicos e sociais. O Estado deve mapear cidades mineradoras, e estimular outras fontes de receitas; além de investigar laudos feitos pelos fiscais contratados pela Vale; com isso, evitar que novas tragédias aconteçam.
Indubitavelmente, cidades mineradoras tem que elaborarem planos eficientes junto à população; portanto, treinamentos frequentes em casos de desastres; e fundamentalmente que barragens estejam distantes de comunidades, caso contrário, com todas essas alternativas os riscos ainda continuarão presentes.

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