O patriota inverso

O meu coração
é a bandeira da pátria,
minha razão é o soldado
da nação

Os tombos dos edazes
da bandeira fazem me crer
no acerto da minha jornada

Não defendo político,
nem estas tolas hienas
de gravatas e vestidos

Há de chegar o dia
Que as roupas do solo
não serão nem verdes ou vermelhas

Não sou anarquista,
o que eu sou
ainda não foi inventado.

Desde cedo, quando despontava minha consciência, percebia que os maiores erros são cometidos em nome da bandeira. Odeio todas bandeiras, das mais verdes as mais vermelhas. Todos os hinos que existem são fruto da prostituição da música.

Não gosto deste país, tampouco dos ignorantes que nele habitam. Pensem em pessoas malandras, aproveitadoras, que são espertinhas e bem tolas. Pensou neste país! Ademais, não simpatizo por nenhuma nação neste mundo. Um povo primitivo, votam em políticos que facilmente estariam internado em um hospital psiquiátrico.

Eu nasci em 1948, no Espírito Santo. A sociedade estava bem bipolar, contudo havia pensamentos que rompiam essa dualidade política, como a Psicanálise, Filosofia e os rumos de escritores existencialistas. Hoje, acontece um imprevisto, edazes da pátria, querem guerra ou paralisar seus governos. A humanidade caminha, mas retorna ao primitivo. O uso frenéticos pelas redes sociais, é um problema que não vejo grandes soluções.

Os revezes que a democracia foi atingida pela comunicação em massa, principalmente foi a banalização de períodos históricos macabros e figuras autoritárias. Há quem veja o lado positivo, como uma difusão do conhecimento; no entanto, eles preferem memes e acompanharem programas sensacionalistas.

Eu não me aposentei, pois o estado distribuí esmolas. Nossa sociedade, patriarcal do caralho; e os pensadores, atualmente, estão seduzidos pelo alcance do seu pensamento nas redes sociais; logo, eles rotulam-se, e viram estrelas para os dormentes.

Não creio em deus também, viu. Essas crenças assassinam a razão. No máximo, cheguei acreditar que vivemos numa matrix. Contudo, fui crescendo, logo essas bobagens desapareceram.

Eu queria ter nascido adiante; às vezes penso que somos animais controlando armas poderosíssimas de comunicação e violência; e tenho razão, compreende. Os efeitos da globalização estão pungentes, então tomamos essa porrada todos os dias. Não sabemos o fim deste mundo globalizado, conectado e repleto de jovens em busca de fama e poder. Na verdade, sabemos sim, mas vamos nos iludir na esperança.

Sou uma pessoa muito simples, leio bastante, e vou tentando entender essas engrenagens que compõem nosso cotidiano. Raquel, minha filha, cansou do ateísmo e entrou no espiritismo. “Escuta, caramba, onde lá se viu nós termos que voltar a vida num ciclo quase eterno. Isso é desumano, a vida é uma desgraça, imagine vivê-la em todos os tempos, em todas as cores”, disse a ela. A morte é excelente, um êxtase, depois de tanta ardência que passamos nesta existência. Realmente, não entendo as pessoas que querem ficar voltando.

Infelizmente, quando os espirituosos morrerem, não terão como se arrepender. Eu existo nesta maluquice, mas não tento adocicá-la. Leio meu Platão, meu Nietzsche, meu afável Schopenhauer; e quando o caldo rasga na garganta, tento vislumbrar os ecos vazios da existência.

Certa vez, um diretor de escola, transformou minha vida no inferno. Era professor de filosofia, e deixava claro que não suportava suas superficialidades. Eu saí da escola, continuei pensando em casa, e escrevendo para colunas e blogs como este na internet. Ofereço aulas para alunos que querem aprofundar-se nos pensamentos de alguns filósofos ocidentais; trabalho apenas com algumas correntes da filosofia oriental.

Vocês que leem-me, alguns com repulsa, não estão preparados para existirem no mundo que surgirá. Não haverá religião, não existirá Deus, todos os homens serão definitivamente animais políticos; em suma, todos cooperam para manter o lugar que residem; e a lei deste local é conduzida pela virtualidade.

Meu mundo não é perfeito, mas o sistema caminhará para isso. Os crimes serão nulos, pois todos os cidadão saberão que nenhum crime ficará impune. Pois existirá maquinas capazes de olhar a memória, e o mundo será repleto de câmeras. Aqueles que ousarem a linha, serão punidos, de forma que sejam reeducadas e ensinem aos outros o preço da criminalidade.

Primeiramente, agradeço pelo convite para escrever no “Letras Minguantes“. Sou Domingos Caster de Fauster, professor de Filosofia e produto das engrenagens da existência. Ressalto, que vocês saiam das redes sociais; um dia, verão o mundo amargo e sistemático que vivem. Espero que encontrem apoio na filosofia. Não acreditem em políticos, eles apenas são fantoches do sistema bruto que vivemos. E por fim, vivam, vocês não tem ideia do absurdo da existência.

Surgirá na virtualidade,
um mundo de sombras
que culminará na
falsa liberdade

Até que um dia,
depois de tanta dor,
o mesmo mundo nos fará
ver os cadeados que nos domam

O sistema futuro não é perfeito,
pois atacará o livre-arbítrio
e todos os cidadão enxergarão
que são apenas uma configuração

Hoje, nos afogamos nas telas
Amanhã, elas se afogarão
em nós.

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