Teoria

 

Amar torna-se teoria
Em que o dualismo
Do coração resulta
Em dor e solidão.

A vida nos ensina a teoria
Da humildade:
Que até a luz mais forte
Também se curva
Ao ponto.

Ao longe há estrelas;
Ao sul buracos negros;
Ao oeste o paralelo;
Ao leste a consciência.

Aprendemos errando
E desaprendemos acertando;
O mundo é uma semente
Quente e ardente.

O núcleo da terra é
Menos quente que
nossas batalhas.

O balanço ecológico
Faz da gente os seres
Mitológicos da própria
Existência.

Existir é nadar
Entre o hidrogênio
E a fisiologia
Da lágrima.

Palavras são letras
Que tudo dizem
Mas que nada fazem.

O indo e endo
Da vida não podem abrigar-se
Nos seios do Gerúndio.

Sofrer é uma ligação
Em que as partículas
Das lágrimas escolhem
O chão.

Os isósceles destes corpos
São geometrias findadas
Na alma; diga ao Pi
que a vida tem várias fórmulas.

O sistema
No fim
Perde o século.

Amar é balancear
Agentes do cérebro
Em que serotonina
Janta corticotrofina.

Sou o poeta matemático.
E tenhas minha fórmula:

V: F + A + P
       E

 

Onde,
V: vida
F: felicidade
A: Amor
P: Paz
E: Equilíbrio

Mas sua vida
Não depende
De fórmulas
Porém de vida.

Vida é o espaço finito
Em que beijar a morte
É um compromisso à flores e velas.

A poesia
É uma matemática
Que equaciona o absurdo.

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