Um dia ele bateu para o mundo; hoje pulsa pela morte

Às vezes o coração não precisa de um novo amor, um crush e novos amigos, e sim de amor próprio; devemos, sobretudo, nos amar, sermos companhia em dia de tempestade. Precisamos ter compaixão com esse organismo que chamamos de “EU”.

Desejei, e ainda penso, na morte; preciso urgentemente temer a morte. Não a temo, logo não vivo. A morte dá sentido ao viver.

Hoje, alguém perguntou-me: Você acredita em Deus?

Disse:

Sim — todavia justifiquei — Mas não sei, quem Deus é; acho a vida absolutamente péssima, viver é terrível —, de vez em quando penso, se às forças supremas que nos regem, brincam com a gente, assistem nossas vidas, como eu vejo uma série. Qual o sentido de existir vida depois da morte, mesmo acreditando em Deus, sou contra vida após a morte, quero que o meu espírito morra comigo. Não quero ser dependente nem da luz, tampouco servir a escuridão. Eu sei, que esta minha pobre cabeça, não sabe nada de questões de princípio, meio e fim; imagino vivendo depois de morrer, e não gosto do que vejo.

Não sei, nunca saberei, tampouco você saberá, o que realmente, esse espaço finito, que existem desdobramentos, e chamamos de vida, espera de nós. Existe um mundo escuro, violento em contato com um mundo de paz e amor; guerra e paz, luz e escuridão, estão fardados ao convívio.

Sou um organismo que daqui algum tempo morrerá, e não fará falta. Sinceramente, eu nem vivo; muitos estão na minha mesma posição, vivem um dia após o outro.

Hoje mais uma vez, fiz o que todos esperavam: fui à escola, criei relações sociáveis e vivi. Ninguém gosta de mim; eu que tenho que gostar, eu tenho que me amar, eu tenho que ser minha melhor companhia.

Na escola, onde passo boa parte dos meus dias, não tenho muitos amigos, tenho colegas, e depois que entrei em depressão, uma grande maioria me decepcionaram. O Pedro inteligente, foi substituído por um garoto que faz o dever quando quer, ademais, vai mal em provas. Alguns, não gostavam de todo o meu eu, apenas minhas notas, meus vocabulários e minha suposta inteligência.

Eu sou alguém que liga para opiniões alheias, fico triste quando alguém não gosta da minha presença; no fundo, eu sei que minhas ideias e considerações são apenas um nada, todos querem ouvir sua opinião, proferidas nas bocas alheias; minhas bases de opiniões são severamente duvidadas por minha pessoa, sempre estou sujeito à trocas de opiniões.

O tempo irá fluir, na escola, serei esquecido, os professores nem lembrarão que um dia meu nome esteve em sua pauta, viverei esperando o outro dia, morrerei nas mentes de quem um dia eu conversei.

Eu sei, eu sei, eu sei, sinceramente eu sei, não sou ninguém em quem possa se dizer que seja alguém, sou um organismo que morrerá. Vivo entre estrelas e buracos negros que existem dentro de mim.

Sou uma vida, uma força que chocou-se com este mundo. Estou ferido, machucado e em recuperação. Por favor, não machuquem esse pobre coração.

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