Leandro: o amigo nem tão imaginário

Leandro é um personagem criado por Pedro. Uns dirão e daí. Todavia ele tem vida. Sim, ele é um personagem que virou amigo de seu autor.

Aconteceu assim:

Cansado de ir à escola, não possuir amigos, não viver uma aventura, sentir-se triste, Pedro que é um autor pensa: por que não dar vida a alguém?

Logo depois começa a desenvolver o seu personagem. Personalidade: Calmo, um pouco metido, gosta de comparar o mundo aos livros de história, sempre com um sorriso no rosto, não entende muito bem o que é a tristeza. Tem aproximadamente uns 17 anos, mesma idade do seu criador, envelhece na mesma proporção que Pedro. Cabelos curtos, olhos claros, roupas melancólicas, temperamento trivial.

Claro, o consciente de Pedro reconhece que é um truque da mente para não se sentir tão sozinha nesse mundo. Logo, ele tem uma centelha de felicidade, porque terá alguém para conversar. Não duvidaria muito e ele poderia até criar um conto sobre esse amigo, com certeza o “amigo imaginário” seria de um terceiro.

O amigo Leandro conversa com Pedro sobre sentimento e política. É tão difícil se sentir sozinho, como se ninguém nunca teria paciência para lhe escutar por 30 minutos em uma praça, provavelmente conversando sobre temas psicológicos, políticos e filosóficos. Eu tenho, não poderia dizer certeza, mas convicção que ele não desejava ter um amigo imaginário, arrisco dizer que queria alguém para conversar, para chorar e para rir também. Mas ninguém importa-se com ele.

Sempre teve interesse em conversar com pessoas mais sábias, mas nunca ninguém teve fascínio em dialogar com Pedro. Ele até puxa assunto, comenta sobre casos políticos, todavia no fundo ele sabe, que ninguém quer realmente conversar com ele.

Ele e Leandro sairão mais tarde, o destino a praça, irão conversar sobre política, e um livro que Pedro está lendo, ver amigos conversando. Outra coisa que iria esquecendo de comentar é o fato de Pedro sentir uma inveja de ver amigos reais conversando. Não que seja invejoso, porém o sentimento lhe domina ao constatar que é o único sozinho na extensa praça.

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