Viver no existir

Os dias mais sombrios eu sobrevivi
As feridas mais fétidas eu curei
Os remorsos mais profundos eu perdoe-me
O balancear do dizer eu reinventei 


Das milhões de estrelas, apenas uma guardei
Dos milhares de mundos, em um eu escolhi viver
Dos milhares de pesadelos, nenhum resistiu
Do maior pecado, nenhum revivi 


Nas cidades embelezadas em todas residi
Nos campos selvagens abriguei-me em sua relva
Na floresta do pensar virei visita áspera
No deitar da sombra serena, lutei e guerreei


O vazio existente tornou-se um estado consciente 
A consciência é uma luz desprendida do corpo
O corpo uma escuridão dependente da luz
O maior pesadelo morre em um sonho, pois então, vamos sonhar.

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