Para onde vou

Para onde vou nada existe
Não há som, nem pensamento
Não há dor, muito menos lamento
Há apenas o eterno vazio

Não verei minhas transgressões
Nem minhas infinitas bondades
Alguém, poderá até lembrar-se de mim
Mas dela eu jamais lembrarei
Para onde vou não há memórias

Saudades eu sinto agora
Nesse exato momento
Pois sei para onde vou
Mas lá nada sentirei

E o cheiro da terra molhada
Do café doce ou amargo
Dos abraços apertados
das loucuras intermináveis
dos presentes surpresos
Não mais sentirei nenhuma emoção

Meus amigos, colegas e conhecidos
Ficarão por me ver sumir
Como alguém rebelde, talvez infeliz

Não há culpados
Todos foram perdoados

Meu sonho: ser escritor
Não será realizado
Minhas histórias jamais serão escritas
Não que sentirão faltas
Mas no fundo, eu sou o culpado
Matei todos meus personagens

Ao respirar o último suspiro
Pensarei: o que virá?
Às vezes penso que todas as vezes que desistimos
temos uma nova chance… Desejo e espero que sua chance seja em vida
E não em morte.

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