Capturado pela dor

Aos dezesseis anos, vivendo amarguradamente, com medo da morte e receio da vida.

Não sou feliz, não por opção, mas tangível e vulnerável as dores da vida.

No momento, dor eu sinto. Não dor por dor, mas sim a junção da dor, dor espiritual, emocional e física.

A felicidade é distante nesses momentos, acreditem: até a loucura parece ter escapulido de minhas mãos.

A morte me assusta, a vida me afoga. A noite me tortura, o dia me desabrocha.

Tudo parece não fazer sentido, às vezes penso que fui invadido, por alguém que a ama o padecimento, venera a noite, e é um hóspede mal agradecido.

Nesses momentos, a dor humana eu entendo, sinto tudo no coração, a lágrima do jovem, do velho, caindo sonoramente entre os seus olhos desgostosos.

Muita coisa não posso fazer, além de tentar entender, pois é perigoso censurar a dor, deixo ela aos poucos o meu brilho tirar; e quando ela Tudo alça, meu carregador volta a brilhar, meus lábios voltam a cantar.

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