Amigos: do aperto firme à solidão

 

Eu não vivo uma vida  estável, pois é, não há nada concreto, consumado, realizado, feito, absoluto, eterno, nem mesmo as amizades.

Estaria mentido ao revelar que não tenho amigos: mas como não existe nada estável em minha vida, nem os amigos escapam. Por um simples motivo, sempre mudei-me muito de residências e escolas. Poucos foram o que ficaram, em suma maioria nos lugares onde residi.

Não sabia eu o poder de uma amizade, não sabia eu o cansaço de uma solidão, não sabia eu como é difícil viver sem alguém para compartilhar suas esperanças, medos e culpas. Quem dera eu viver ao lado de um amigo.

Nem sempre as escolhas tiveram aos meus acatos, aos poucos fui percebendo que estava só. Sem ninguém!  Mas alguns ficaram, pena que moram muito longe, não veem as lágrimas pelo telefone, tampouco o sorriso falso que desfilo ao sair. Agradeço muito por ainda existir alguns por perto, mesmo que sinto-me incompreendido, infeliz e amargo. Eu não consigo entender-me, quem dirá outra pessoa. Que a infelicidade não dure para sempre.

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