O meu amor pela Matemática

Eu amo a matemática! Não poderia viver sem os seus doces traços calculados precisamente sobre uma folha quadriculada. Amo tanto quanto comer brócolis, espinafre, chuchu e quiabo.  

Quando me deparo com aqueles belos exercícios que transbordam o meu cérebro de tanta beleza e significância, passa por minhas veias um sentimento de paz e sabedoria, como não amar aquelas lindas perguntas feitas pelo professor:

1- Mariana tem 18 anos. Sua irmã mais velha Melissa tem o triplo de sua idade. Quantos anos tem melissa?

2- Numa papelaria, Mauro deve armazenar pacotes de papel em pilhas de 60
pacotes. Cada pacote tem 500 folhas de papel e cada folha de papel tem uma espessura de 0,1
mm. Ignorando a espessura do papel utilizado para embrulhar os pacotes, determine a altura
de uma pilha de 60 pacotes.

Fico indignado ao saber que existem pessoas que a criticam. Como não amá-la? Como não senti-la?  Como não ficar a aula inteira debruçado sobre uma mesa, provavelmente azul e riscada, sentindo o seu corpo leve e sua mente refrescada.

Há alegria maior ao fazer uma prova dessa matéria extraordinária, e receber uma nota filosófica. Sim, filosófica.  Pois minha nota significa o quão evoluída estão as perguntas de grandes filósofos. Minha nota significa o quão tolerante é a sociedade brasileira.

E inclusive, nesse exato momento, estou escrevendo esse texto, justamente na aula de matemática, expressando assim, meu amor por ela:  “Senhor, como não amá-la”?

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