Profundidade mágica

Selena amava viver, nasceu com poderes sobrenaturais e foi classificada como bruxa. Contudo, era uma bruxa boa. Sua irmã, bruxa Sofina, também nasceu com poderes, mas os usavam para o mal.

A feiticeira  Benévola, como Selena era conhecida, ajudava as pessoas, os animais, as floresta e as fadas. E acreditava na bondade humana. Em antagonismo, a bruxa Sofina agia de forma implacável, matava guerreiros, eliminava fadas, enganava bruxos e demônios. Além de contrariar a polarização do Olimpo.

No auge do seu poder na Europa, Sofina possuía extensas propriedades de terras e disputava o poder com os integrantes do Clero, que queriam sua destruição. A comunidade religiosa na Europa buscava o fim de toda a Feitiçaria, seja boa ou má. E Sofina era responsável por inúmeras mortes de nobres e guerreiros.

Selena era boa, mas detinha poder e o clero não gostava disso, além de ser irmã da Feiticeira do Finamento, como Sofina era chamada.

Por causa da influência do Cristianismo no continente Europeu foi, portanto, proibido o contato de cidadãos comuns e feiticeiros.

Então, um bispo decide chamar Selena, a Feiticeira Benévola, para uma conversa, não imaginava ela que sua vida correria risco. Aceitou. Ingênua demorou entender o que estava acontecendo. Os sacerdotes pensaram em uma forma de bloquearem seu poderes, logo usaram uma pulseira, que impediria o uso de sua magia. E foi envida à execução na fogueira Santa.

Um enorme número de camponeses, servos e nobres se aproximaram do espaço público destinado a romper com a vida da Feiticeira  Benévola. Caso, alguém apresentasse tristeza teria o mesmo destino: “A morte na fogueira”

Ao passar das horas, o seu sofrimento piorava, chicoteada, apedrejada e humilhada. Todavia guardava seus segredos.

E de repente uma escuridão toma o céu. E quando olham para cima, é um dragão preto, com asas brancas e chifres enormes. Dava para ouvir o coração de cada pessoa batendo forte.  Utilizando-se de suas garras o dragão quebra as correntes e solta sua mestre.

Chegando em casa, debilitada e machucada, retira a pulseira que bloqueava seus poderes.  Porém, por ter ficado tempo demais usando o bracelete, acaba por quebrar seu sopro de vida, que é a sua magia contida no coração. Seus últimos minutos seriam olhando um lindo pôr do sol, acompanhada de seu dragão. E o sol vai trazendo à noite e, junto com ele Selena goza dos seus penúltimos momentos em vida.

E parte da população européia, reunidas em rodas, cercadas de fogueiras e conversas pragmáticas, comemoram a morte de Selena, esquecendo-se eles das grandes atitudes que ela produziu para os salvarem.

E os sacerdotes, quando souberam da queda da Feiticeira  Benévola, riam e festejavam ao som de Fagostes, um músico religioso. Mas a morte de Selena, não acabaria ali. E as consequências iriam dizimar grandes inocentes. Afinal, a irmã de Selena era vingativa e poderosa. Por agora, é só festividade.

 

 

 

 Continuação em breve…

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