Uma escolha, vários culpados

 

culpa

 

 

Desde os primórdios da humanidade o sentimento de culpa nos acompanha, ainda mais quando desenvolvemos um raciocínio mais empático.

Nós, seres humanos, temos uma tendência em culpar aos outros pelos nossos problemas. Afinal, de quem é a culpa?

Tenho certeza que alguns diriam: “Somos os culpados”. Por uma visão realista sobre nossa vida, nos deparamos com uma grande influência que temos sobre nossos atos.  No entanto, por outro lado devemos considerar que o atual cenário de relações modernas e meritocráticas nos impulsionam para um contexto consequentemente cheio de escolhas, que por vezes nos dividem.

Podíamos também culpar o próximo, melhor não?! Quem sabe culpar Eva, por causa de suas transgressões vivemos nesse mundo condenado. Outra opção seria culpar os políticos, que é valido. Contudo, também como eleitores dispomos de uma parcela de responsabilidade.

Achar o culpado é muito complexo, pois tudo depende de um ponto de vista, que por horas não portamos. Logo, medidas tomadas dentro e fora de nosso convívio, por mais diferentes que sejam, resultam em um sentimento de culpa.

A cada escolha de um empresário alimentício em aprimorar um alimento, ocasionando que a gente compre e pule a dieta, é um exemplo de culpa, ou seja, pular a dieta terá consequência. Uns diriam que a responsabilidade é do empresário, pois ele mandou que desenvolvesse um alimento que nos fariam comprar, sucedendo em uma gula insaciável.

Outros comentariam que a autoria é nossa, pois quem manda comer sem controle, a cada hora que um empresário, através de cientistas melhoram um alimento. Bem, prefiro ficar no meio dessa discussão.

Há pessoas que sentem tanto medo de errar e acabar tornando-se culpado, que optam pela neutralidade.  Nem os imparciais  fogem do sentimento de culpabilidade. Por exemplo, em uma escolha importante, como qual será o próximo presidente do Brasil?

Essa pergunta assustaria qualquer pessoa neutra, logo elas decidem em não votarem em ninguém, consequentemente o pior candidato vence. O neutro pensaria:  “meu deus, por que não votei?” E se lamentaria pelos próximos 4 anos.

Como vimos, o sentimento de culpa é fácil ser identificado, o difícil é escolher com quem ele ficará. Sendo assim,  todos nós temos um crediário de responsabilidade, que dividiremos com alguém. A cada escolha um remorso diferente.

2 comentários em “Uma escolha, vários culpados

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