Precariedade do sistema educacional brasileiro

Pedro H. Altafim Martins

Altafim Verídico — opiniões, filosofia, cultura, política e literatura.

“Essa sociedade não é um acaso, é uma construção de animais irracionais.”


A educação é essencial em uma sociedade que preza o conhecimento, como forma de garantir, a liberdade, a cultura e o desenvolvimento intelectual de seus habitantes. No entanto, o Brasil ao longo dos anos vem evidenciando antagonismo no seu sistema educacional. Outra questão importante, foi divulgada na Folha de São Paulo, que são os dados de 2015 que apenas 4 de 10 estudantes da rede pública miram o diploma universitário; no ensino privado, o índice é de 7 para 10.

Escuela-abandonada


“Os cursos saúdam”

Boa parte das escolas públicas não conseguem garantir que seus alunos sejam aprovados em vestibulares. Logo, surgem os cursos preparatórios na internet e presenciais; contudo nem todos estudantes conseguem fazer tais cursos; contribuindo para a desigualdade de ensino. Em contrapartida, há na Internet cursos gratuitos e professores dispostos a ajudar, oferecendo dicas e, às vezes, uma abordagem mais enfática com preços mais acessíveis


O Privado entrou, o público, boquiaberto olhou

Em dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) das 100 escolas com maior nota média no Enem 2015, 97 são privadas. Indubitavelmente, a desproporção entre escolas públicas e privadas, nos entoa a realidade existencial vivido pelos alunos de escolas públicas.


Dr. Corte

As verbas escassas para a educação, contribuem para o cenário que o sistema educacional brasileiro se encontra. Em 2017, o orçamento para a educação sofreu um corte de R$ 4,3 bilhões, devido à crise que o Brasil enfrenta. E um dos principais cortes foram realizados no Ensino Púbico, que irá administrar com menos verbas. Ademais, destaca-se que grande parte das escolas públicas são pouco equipadas. Dificilmente, uma escola pública possui um microscópio, que é de grande importância para as aulas de Biologia, pois as estruturas celulares, assim como colônias de bactérias seriam melhores visualizadas.


As Universidades

As universidades no país terão que se acostumarem com os déficits econômicos, gerando menos verbas. A Universidade Federal do Rio de Janeiro entre 2015 e 2016 chegou ao rombo de 115, 6 milhões. No mesmo ano de 2016, somados, os déficits de nove das 15 maiores universidades federias do pais o rombo chega a R$ 400 milhões.

O Brasil é o país que mais gasta com ensino superior público (Foto: Época)

Alunos ricos e mensalidades

Alguns defendem que alunos com condições maiores banquem seu ensino. Outros divergem, alegando que o saldo final desses alunos seria pouco expressivo.


O FIES e a dona Kroton

Programas, como o Fundo de Investimento ao Estudante do Ensino Superior (FIES), vem mostrando antagonismo ao puxar o lucro de redes privadas, como a Kroton, que segundo matéria da revista Valor Econômico, teve seu lucro aumentado pelo FIES. A Kroton é a maior rede privada de ensino do mundo, empresa brasileira, que subsidia redes de ensino como Faculdade Pitágoras e Unopar.

O ensino superior no Brasil, vive uma realidade desencantada, pois, programas educacionais, por vezes, tem seus objetivos usurpados por interesses de redes privadas, para assim, garantirem seu monopólio no mercado educacional.


Duas potencias universitárias

Todavia, o Brasil possui as duas maiores universidades da América Latina, que são a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e a Universidade de São Paulo (USP).


Classes e os principais cursos universitários

O Datafolha constatou em 2016, que a elite estava nos cursos mais concorridos da USP; a classe C, nos menos.



E agora, José?

Para que a educação consiga obter sinais de recuperação, é preciso que leis sejam criadas junto com o corpo docente e a sociedade, leis que garantam um ensino de qualidade, e verbas proporcionais ao número de estudantes. As políticas de inclusão devem evitar a contradição de puxar lucros de redes de ensino privadas, que às vezes buscam apenas o lucro no mercado, deixando a educação em segundo plano. Outro caminho é uma aproximação entre escolas privadas e públicas com o objetivo de que ambas façam parcerias educacionais; com isso, escolas com poucos recursos poderiam se unir com grandes escolas privadas. Logo, alunos com dificuldades, por exemplo, teriam acesso ao ensino privado em forma de reforço escolar, em horários alternativos ao qual estuda.


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